quarta-feira, 25 de maio de 2011

Resenhas do Farrazine

Nostalgia: Mundo da Lua por Snuckbinks





Assim começa as mais loucas histórias, lá nos idos de 1991. Mundo da Lua, exibido pela Globo e na sua maioria pela TV Cultura. Esses dias, tarde da noite, estava dando aquela típica pulada nos canais da TV á cabo, e ao sintonizar um desses canais especializados em programação "nostálgica" me deparo com um epísódio de "Mundo da Lua", momentaneamente paralizado, sendo bombaredado por milhares de lembranças de minha infância, de episódios, coisas que eu sequer lembrava que tinha visto.

Pra quem não lembra ou não conhece, gira em torno de um garoto comum, que mora com os pais, a irmã, o avô e a empregada, que vive nesse mundo e muitas vezes se sente limitado por regras e situações que lhe são impostas, no entanto, um dia seu avõ lhe entrega um gravador, onde ele passa a gravar, suas idéias para romper os limites... assim ele começa cada gravação com a frase inicial desse texto.

Embora essa viagem onírica seja fruto dele, como por exemplo, no episódio onde a enfermeira diz que ele nunca mais deve dormir, há também o episódio onde o presidente sanciona uma lei, proibindo as pessoas de tomarem banho, no entanto, em um dado momento ele perde o controle sobre a situação e acaba tendo que se confrontar com as consequências das regras que ele quebrou.

Sem dúvida uma série responsável pela parte criativa que existe em muitos de nós, e é uma pena que não se tenha hoje investimento em projetos como esse, e nossas crianças tenham de assitir programas onde as personagens se preocupam em "ficar" e em alcançar fama, sinceramente tenho medo dos adultos do futuro.

Texto publicado no Farrazine #13 que você pode ver online aqui ou baixar aqui

quinta-feira, 19 de maio de 2011

CONTOS DO FARRAZINE

O Poeta - Marcelo Soares do site Uarevaa





Ficava ali sentado, olhos atentos para o nada, fixos em lugar nenhum. Na mão direita o cigarro queima erguendo uma fumaça que gera imagens só percebidas por ele. Na boca a secura provocada pelo vicio, o vicio da água de chuva destilada que não toca os seus lábios há algumas horas.

Os papéis sobre a mesa a sua frente mostram os seus poemas, delírios de uma mente há muito tempo desconectada dessa realidade. Junções de palavras desprezadas pelos que ali passam. “Sem graça”, “não tem sentido”, “pseudo-poeta”, dizem as vozes quando se retiram de perto do homem sentado com olhar fixo. Ele sabe o que falam, não dá ouvidos ou a mente nem processa mais. Aquelas letras reunidas são um escape, um portal para seus pensamentos, seus desejos.

O cigarro se apaga em seus dedos, o movimento de seres fantasmas ao redor cessa. Seus olhos pesam, um vento leve que chega vindo de um além qualquer leva os papéis ao chão. O homem por trás da poesia era levado também.

Os olhos dele se fecham enquanto o cigarro cai de sua mão e a respiração lentamente desaparece, tudo junto com a ida de seu queixo de encontro ao seu peito. Sua poesia suspende-se no ar, levada pela brisa. O poeta, enfim, transporta-se para sua realidade.


Texto publicado no Farrazine #17 que você pode ver online aqui ou baixar aqui

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Contos do Farrazine

NA MADRUGADA por Cinthia Molina






Na madrugada, ao som da voz de Ella, ela chorava.
O peito subia e descia pausadamente.
Entre um soluço e outro o ar se esgueirava e invadia as narinas a fim de ressuscitar um corpo já sem vontade de nada.
Inesperadamente os olhos se abriram.
Se alguém a visse naquele momento diria que ela tinha um olhar de emboscada.
Sentou-se na cama na qual estava estendia havia horas e recuperou o fôlego como quem chega ao fim da marcha.
Retirou os cabelos da frente dos olhos, enxugou as lágrimas e se levantou.
Olhou tudo ao seu redor como quem admira uma exposição de arte.Um livro marcado na página 117, um par de sapatos velhos jogados em um canto, um álbum de fotos antigas, de seus avós.
Nem se lembrava mais desse álbum. Folheou e viu que se parecia muito com uma tia avó.Não sabia seu nome, mas de alguma forma era ela ali.
Durante todo o tempo, que parecia não passar, seu rosto permaneceu apático.
Parou diante do aparelho de som e derramou uma lágrima.
”Uma lágrima à voz de Ella”, pensou.
Desligou o som com o dedo indicador e sem olhar mais nada se retirou do quarto, fechando a porta atrás de si.
Controlou o choro que ameaçava recomeçar e antes de chegar à sala já estava firme.
Continuou o passo até a cozinha.
Bebeu um copo de água, mas se arrependeu. Ainda havia uma lata de cerveja.
Ao fim da lata, que naquele momento parecia o fim de tudo, o telefone tocou.
Levantou-se muito rápido e derrubou a lata que ainda estava em sua mão.
Atendeu ao telefone. Ficou em silêncio por 5 minutos, ouvindo, estática.
No final, suspirou e os lábios apenas sussurraram:
-Perdoo.

Texto publicado no Farrazine #20 que você ver aqui ou baixar aqui

quarta-feira, 11 de maio de 2011

TIRINHAS!!!!

O Homem-Gambá



O Espadachim-Negro



domingo, 8 de maio de 2011

Hcast – Ep.37 – Zine zine zine de papel Xerox

Saiu o Hcast onde rolou uma conversa muito bacana, sobre a produção de zines. Ainda tivemos uma participação especial de nosso "Chefinho", o Kio, Caio César - 39 anos - Salto/SP…

Ouçam, pretigiem e não se esqueçam! Comentem...

Clique na figura abaixo para acessar:
Hcast – Ep.37 – Zine zine zine de papel Xerox

Olá Galera, sejam bem vindos a mais um Hcast! Vamos lá hora hora de dividir tarefas: Gui…

Dosis Diarias - Alberto Montt


Para mais tirinhas acesse:

Ainda mais, leia a entrevista com exclusiva com Alberto Montt no FARRAZINE 21

quinta-feira, 5 de maio de 2011

VELTA E MIRZA

Novos albúms a disposição das heróinas brasileiras desenhadas por nosso amigo Emir Ribeiro!


Através do selo JÚPITER 2 do José Salles, sai o albúm VELTA & MIRZA, com o primeiro encontro entre as duas sensuais personagens brasileiras, já está à venda a partir de 29/04/2011.

A edição tem duas capas coloridas em papel couchê espesso, 68 páginas com três HQs inéditas com as duas heroínas juntas, além de textos sobre Eugênio Colonnesse e Mirza (escritos pelo Marconi Lapada).

As duas HQs principais tem desenhos/arte-final/finalizações de Emir Ribeiroa, com base nos esboços iniciais do artista de rua William Cabral.

Para adquirir seu exemplar clique aqui

segunda-feira, 2 de maio de 2011

TEBEOS! (Quadrinhos em espanhol)



Tirinha bacanuda do blog  EL ESTAFADOR. Dica do nosso camarada Brontops.

domingo, 1 de maio de 2011

REVISTA MONOTIPIA #4



Já saiu a quarta edição da revista Monotipia! Vocês podem ler a edição clicando nas opções abaixo:

MONOTIPIA ONLINE

BLOG REVISTA MONOTIPIA

Ocorreu um erro neste gadget

 
Design by Wordpress Theme | Bloggerized by Free Blogger Templates | coupon codes